sexta-feira, 3 de maio de 2013

Orson Scott Card


O gênero de ficção científica, embora de alta qualidade na literatura, costumava encontrar no cinema, com raríssimas exceções, adaptações medíocres e de baixo orçamento.
Com o desenvolvimento da computação gráfica, os filmes têm melhorado muito sua qualidade. Esta semana assisti a refilmagem de Total Recall (O Vingador do Futuro), baseado no conto We Can Remember It for You Wholesale (algo como: Podemos Recordar para Você, por um Preço Razoável), do excelente Philip K. Dick. Embora a primeira versão com o Schwarzenegger tenha rendido um Oscar, sempre achei o filme meio tosco e agora a história, que até mudou bastante, ficou bem mais dinâmica e interessante.
Mas este post é sobre outro autor extraordinário.
Orson Scott Card, ganhador dos prêmios Hugo e Nebula, é, inegavelmente, um dos maiores escritores de ficção científica de todos os tempos.
Com poucos títulos traduzidos para o português, nos resta apenas lamentar a falta de interesse das editoras com o segmento.
O jogo do exterminador (Ender’s Game) de 1985 é o primeiro livro da série A Saga de Ender. É genial inesperado e de leitura deliciosa. O segundo livro da série, O Orador dos Mortos (Speaker for the Dead) de 1986, tão genial quanto o primeiro, trás uma série de novidades surpreendentes. Não tem como não se apaixonar pela história, entrando com tanta profundidade na alma humana e com o fato inusitado da maior parte se passar em um planeta colonizado por brasileiros com forte tradição católica. O mais legal é ver a evolução do personagem principal, de criança impetuosa e sagaz a adulto sábio e prudente, em uma jornada pelo tempo e espaço

Agora o cinema está produzindo o primeiro livro desta série, promete ser muito bom, vamos aguardar. 

Ender's Game

Toda a obra do autor:

Série Worthing:

Capitol (1978)
Hot Sleep (1978)
The Worthing Chronicle (1983)
The Worthing Saga (1990)

Saga de Ender:

O Jogo do Exterminador (Ender´s Game) (1985)
Orador dos Mortos (Speaker for the Dead) (1986)
Xenocide! (1991)
Children of the Mind (1996)
A War of Gifts: An Ender Story (2007)
Ender in Exile (2008)

Série "Shadow":

Ender's Shadow (1999) - romance paralelo a Ender´s Game
Shadow of the Hegemon (2001)
Shadow Puppets (2002)
Shadow of the Giant (2005)
Shadows in Flight (inédito)

Outros:

Um Planeta Chamado Traição (A Planet named Treason) (1978)
O Segredo do Abismo (The Abyss)


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O fim do mundo poderia ser hoje

Toutatis o deus celta é também a denominação de um asteróide com 4,5km (4.5×2.4×1.9 km) e que passa em nossa órbita a cada 4 anos. Trata-se de um sujeito especialmente perigoso. É quase unanime a opinião especializada de que um impacto de um objeto com estas dimensões causaria o caos na terra, com grande probabilidade de nossa extinção, ou pelo menos da extinção de nossa civilização.

O asteróide passou hoje às 8h00 da manhã à distância da terra equivalente a 18 órbitas lunares. Em 2004 ele passou a 4 órbitas lunares, o que em se tratando de escala cósmica, é quase um fininho. A NASA calculou que Toutatis não esteve tão próximo desde 1353 e só estará de novo em 2562. Não é conhecido nenhum asteróide destas dimensões que se tenha aproximado tanto no passado. Viajando a mais de 11 km/s seu impacto causaria uma devastação comparável a que extinguiu os dinossauros, subsequentemente a terra ficaria coberta de poeira por vários anos, a penumbra decorrente deste efeito levaria a um inverno rigoroso por tempo suficiente para matar a maioria das plantas, animais e seres humanos que sobrevivessem ao impacto.
 
Mas já passou e o mundo não acabou!
 
 
 Reprodução

Imagens de radar

domingo, 14 de outubro de 2012

Limites do poder do estado, maconha e violência

O que é certo e o que é errado?

Liberdade de expressão é muito bom, imagino que a maioria concorda, pois esta é a base da democracia (o melhor entre os piores segundo Churchill). Mas ela é vista de formas diferentes em diferentes culturas. O Brasil vem dando passos importantes nesta direção, aparentemente convergindo para a idéia norte-americana, onde ela é defendida ao extremo. As pessoas podem sentir-se ofendidas ou violadas pela expressão do outro, mas se este for o caso, basta não dar bola, ignorar, vacinar seus filhos etc.

Contradizendo uma série de juízes no país, já faz mais de um ano que, por decisão unânime, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a realização dos eventos chamados “marcha da maconha”. Ocasiões que reúnem manifestantes favoráveis à descriminalização da droga. No entendimento da suprema corte os direitos constitucionais de reunião e de livre expressão do pensamento suplantam a idéia arcaica da apologia às drogas.
Nada mais correto no meu entender. Não pode existir evolução do pensamento se o exercício do pensamento não pode ser praticado, se o questionamento de uma lei não pode ser expresso.
A constituição não impede manifestação de defesa à legalização de drogas, esta foi a conclusão do STF.
A marcha da maconha não é só a manifestação de um bando que quer a liberdade de fumar seu baseado. Ela questiona o modelo proibicionista e os efeitos que esse modelo produziu em termos de incremento da violência.
A lei seca nos Estados Unidos gerou uma máfia poderosa e da mesma forma a proibição das drogas gera crime organizado no mundo todo. O México e o Brasil são exemplos incontestáveis disso.
O presidente da Guatemala defendeu um novo caminho, por acreditar que os mercados globais destas substâncias não podem ser erradicados. Segundo ele, a sociedade não acredita que o álcool ou o tabaco possam ser retirados de circulação, “mas de alguma forma supomos ser uma medida correta no caso das drogas. A repressão não diminuiu o consumo, a produção evoluiu e o tráfico se espalhou”.
Recentemente o Uruguai estatizou a produção e distribuição da maconha em uma atitude ousada e polêmica.
Os burocratas não querem admitir, mas o mundo já perdeu a guerra contra as drogas.
Bruce Michael Bagley, Ph.D. em Ciência Política na Universidade da Califórnia e consultor sobre tráfico e segurança pública declarou: “A política antidrogas é um fracasso. As drogas estão mais baratas, mais puras e mais acessíveis do que nunca. E o consumo de drogas aumenta ao redor do mundo”.
O que disse a revista Superinteressante a respeito de drogas:
- Nicotina é uma droga mais letal que a maconha e vicia com mais facilidade que a heroína.
- Derivados alucinógenos da papoula existem a mais de 8.000 anos.
- Uma das razões para a proibição da maconha foi o lobby da indústria farmacêutica, cujos produtos concorriam com a erva.
- As drogas sintéticas, fabricadas em geral nos países ricos, são as que tiveram maior aumento de consumo nos últimos anos.

Por que estou postando tudo isso? Porque não quero que o meu suado dinheiro (convertido em impostos) seja usado no combate às drogas, também não quero que seja usado em cadeias entupidas de pequenos traficantes, onde estes aprenderão a ser bandidos de verdade. Se estou pagando por isso, quero que meu dinheiro seja bem usado, na defesa de minha vida, da minha família e de nossas propriedades.

domingo, 7 de outubro de 2012

Veículos do dia D

Em 6 de junho de 1944 os aliados invadiram a Normandia, região do noroeste da França, fortemente defendida em suas praias pelo fato de estarem voltadas para a Inglaterra. A "Fortaleza Européia" foi invadida numa operação sem precedentes. Um volume de navios, aviões e tropas impressionante até para os dias de hoje.
Para alcançar tal intento os aliados usaram todo tipo de veículo ou solução, muitos deles especialmente concebidos para a ocasião.
Foram usadas bóias gigantes envolvendo tanques, de forma frágil e susceptível a afundamento mediante qualquer ondulações ou marola um pouco maior. Foram construídas barcaças e transportes de tropa especificamente para esta operação.
Logo após a invasão das cabeças de praia foram montados portos artificiais previamente construídos.
A seguir fotos históricas que denotam o esforço de guerra:




LST descarrega um tanque Sherman.
 




 Vista dos portos artificiais montados logo após o dia D.





 
Tanque Sherman, pronto para "navegar" até as praias.
 














 Um caça-minas.
 

 P-47 usado também pelo Brasil. O livro Senta a pua narra a saga dos pilotos brasileiros.




 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Um olhar sobre as religiões e a ausência delas

Religiões existem muitas e não vou listá-las aqui nem tentar analisá-las individualmente, para isso já existe farto material.

A falta delas:
Ateísmo é a ausência de crença em qualquer tipo de deus, muitas vezes se contrapondo às religiões teístas.
Agnosticismo é a postura filosófica que afirma ser impossível saber racionalmente sobre a existência ou inexistência de deuses e sobre a veracidade de qualquer religião teísta, por falta de provas favoráveis ou contrárias.
Deísmo é a crença na existência de um Deus criador, mas questiona a idéia de revelação divina.

As grandes religiões modernas são baseadas em fatos antigos que foram relatados posteriormente. Não havia um historiador registrando os acontecimentos. Tais relatos sofrem obviamente o efeito “telefone sem fio”.
Apesar de não existir a menor prova da existência de deus, a extinção da vida é normalmente inconcebível, então acreditar em uma vida após a vida é reconfortante e isso já justifica a existência de uma religião que prega isso. Ateus e agnósticos em geral já foram “crentes” e normalmente sentem uma saudade do tempo em que acreditavam, mas só isso não resgata a sua fé. A saudade está relacionada a ficar sem esta esperança de vida posterior. Esta falta da esperança é dolorosa, mas por si só não torna a crença real para a pessoa, e é difícil ela tentar enganar a si mesmo.
As religiões oriundas do Oriente Médio são monoteístas e submetem seus membros a forte regime de proibições e obrigações, sempre se utilizando de ameaças pós-mortem como a do inferno cristão. Já as religiões nascidas no Oriente Distante são ou politeístas ou espiritualistas (não pregam a existência de nenhum deus, mas acreditam em forças espirituais) e são mais flexíveis quanto suas normas morais.
Aparentemente as religiões progridem distante de suas origens geográficas o que me lembra o velho ditado “Santo de casa não faz milagre”.
Richard Dawkins e o brasileiro Alfredo Bernachi, dois autores ateus de carteirinha, questionam o fato de Deus ser tão misterioso e levantam algumas questões: Se ele se importa tanto com a humanidade a ponto de aparecer tantas vezes na antiguidade, por que se esconde agora? Por que não aparece de uma vez de forma inquestionável, para acabar com a discórdia humana?
Se você fosse Deus não faria isso, para por ordem na casa?
As religiões em geral são apaixonantes, e perigosas quando usadas como arma. Parece não haver nada mais motivador do que a religião. Bin Sabbah do século 11 sabia disso e recrutou homens dispostos a obedecê-lo cegamente, aceitando até mesmo o sacrifício da própria vida. A recompensa? Por serem mártires da fé islâmica, receberiam as delícias do céu. Alah os premiaria com 70 virgens para prazeres sem limites. Este tipo de aliciamento e fundamentalismo religioso persiste até os nossos dias.

OBS.: Definições e fragmentos coletados da Wikipédia.

domingo, 30 de setembro de 2012

Arma secreta alemã

6 de junho de 1944, praias da Normandia, região do sudoeste da França, local escolhido para o desembarque pelos aliados.
Neste cenário de intenso conflito foi encontrado o dispositivo abaixo:



 
Trata-se do Golias Tank Buster. Este mini-veículo de controle remoto em forma de tanque foi projetado durante a segunda guerra por cientistas alemães. Tinha cerca de 130 centímetros de comprimento, 60 centímetros de largura e trinta centímetros de altura, continha 75 kg de explosivos de alta potência, o suficiente para explodir um tanque. Uma vez determinado o alvo, o veículo seria guiado por um operador, e estando na posição correta, geralmente sob um tanque inimigo, os explosivos seriam detonados, destruindo o alvo.
Eles eram usados
​​por unidades Panzer especializadas e de engenharia de combate da Wehrmacht e foram vistos nas praias da Normandia no Dia D.
Na chegada dos aliados quase todos estavam defeituosos devido a danos causados pelo intenso bombardeio realizado pouco antes do desembarque.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Arrependimentos e morte


Uma enfermeira australiana lançou um livro com uma lista de cinco principais arrependimentos de pessoas que estão prestes a morrer. 
Bronnie Ware, que é especialista em cuidados a doentes terminais, mostrou em seu livro "Confissões honestas e francas de pessoas em seus leitos de morte", declarações que, segundo ela, mudou sua vida e pode mudar muitas outras.
De uma série de arrependimentos confidenciados ao longo de anos, o livro enfatiza os cinco mais comuns.
"O principal arrependimento de muitas pessoas é o de não ter tido coragem de fazer o que realmente queriam e não o que outros esperavam que fizessem".
"Outro arrependimento comum é de não terem trabalhado um pouco menos, o que fez com que perdessem muitas coisas em suas vidas"

O livro com o nome em inglês The Top Five Regrets of the Dying - A Life Transformed by the Dearly Departing (Os Cinco Maiores Arrependimentos à Beira da Morte) foi baseado nas atividades da enfermeira cuidando de doentes terminais. Pessoas que não vislumbram possibilidade de recuperação costumam oferecer uma lucidez isenta de falsos moralismos, status sociais ou quaisquer futilidades e falsidades.
 


Somos uma sociedade que exclui pensar em morte e por não reconhecê-la somos levados pelas prioridades erradas, diz Ware.

"Não estamos preparados para isso. Ao enfrentar a inevitabilidade da morte com a aceitação honesta podemos mudar nossas prioridades. Antes que seja tarde demais."