O
que é certo e o que é errado?
Liberdade
de expressão é muito bom, imagino que a maioria concorda, pois esta é a base da
democracia (o melhor entre os piores segundo Churchill). Mas ela é vista de
formas diferentes em diferentes culturas. O Brasil vem dando passos importantes
nesta direção, aparentemente convergindo para a idéia norte-americana, onde ela
é defendida ao extremo. As pessoas podem sentir-se ofendidas ou violadas pela
expressão do outro, mas se este for o caso, basta não dar bola, ignorar,
vacinar seus filhos etc.
Contradizendo
uma série de juízes no país, já faz mais de um ano que, por decisão unânime, o
Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a realização dos eventos chamados
“marcha da maconha”. Ocasiões que reúnem manifestantes favoráveis à descriminalização
da droga. No entendimento da suprema corte os direitos constitucionais de
reunião e de livre expressão do pensamento suplantam a idéia arcaica da
apologia às drogas.
Nada
mais correto no meu entender. Não pode existir evolução do pensamento se o exercício
do pensamento não pode ser praticado, se o questionamento de uma lei não pode ser
expresso.
A
constituição não impede manifestação de defesa à legalização de drogas, esta
foi a conclusão do STF.
A
marcha da maconha não é só a manifestação de um bando que quer a liberdade de
fumar seu baseado. Ela questiona o modelo proibicionista e os efeitos que esse
modelo produziu em termos de incremento da violência.
A
lei seca nos Estados Unidos gerou uma máfia poderosa e da mesma forma a
proibição das drogas gera crime organizado no mundo todo. O México e o Brasil
são exemplos incontestáveis disso.
O
presidente da Guatemala defendeu um novo caminho, por acreditar que os mercados
globais destas substâncias não podem ser erradicados. Segundo ele, a sociedade
não acredita que o álcool ou o tabaco possam ser retirados de circulação, “mas
de alguma forma supomos ser uma medida correta no caso das drogas. A repressão
não diminuiu o consumo, a produção evoluiu e o tráfico se espalhou”.
Recentemente
o Uruguai estatizou a produção e distribuição da maconha em uma atitude ousada
e polêmica.
Os
burocratas não querem admitir, mas o mundo já perdeu a guerra contra as drogas.
Bruce
Michael Bagley, Ph.D. em Ciência Política na Universidade da Califórnia e
consultor sobre tráfico e segurança pública declarou: “A política antidrogas é
um fracasso. As drogas estão mais baratas, mais puras e mais acessíveis do que
nunca. E o consumo de drogas aumenta ao redor do mundo”.
O
que disse a revista Superinteressante a respeito de drogas:
-
Nicotina é uma droga mais letal que a maconha e vicia com mais facilidade que a
heroína.
-
Derivados alucinógenos da papoula existem a mais de 8.000 anos.
-
Uma das razões para a proibição da maconha foi o lobby da indústria
farmacêutica, cujos produtos concorriam com a erva.
-
As drogas sintéticas, fabricadas em geral nos países ricos, são as que tiveram
maior aumento de consumo nos últimos anos.
Por
que estou postando tudo isso? Porque
não quero que o meu suado dinheiro (convertido em impostos) seja usado no
combate às drogas, também não quero que seja usado em cadeias entupidas de
pequenos traficantes, onde estes aprenderão a ser bandidos de verdade. Se estou
pagando por isso, quero que meu dinheiro seja bem usado, na defesa de minha
vida, da minha família e de nossas propriedades.