quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Arrependimentos e morte


Uma enfermeira australiana lançou um livro com uma lista de cinco principais arrependimentos de pessoas que estão prestes a morrer. 
Bronnie Ware, que é especialista em cuidados a doentes terminais, mostrou em seu livro "Confissões honestas e francas de pessoas em seus leitos de morte", declarações que, segundo ela, mudou sua vida e pode mudar muitas outras.
De uma série de arrependimentos confidenciados ao longo de anos, o livro enfatiza os cinco mais comuns.
"O principal arrependimento de muitas pessoas é o de não ter tido coragem de fazer o que realmente queriam e não o que outros esperavam que fizessem".
"Outro arrependimento comum é de não terem trabalhado um pouco menos, o que fez com que perdessem muitas coisas em suas vidas"

O livro com o nome em inglês The Top Five Regrets of the Dying - A Life Transformed by the Dearly Departing (Os Cinco Maiores Arrependimentos à Beira da Morte) foi baseado nas atividades da enfermeira cuidando de doentes terminais. Pessoas que não vislumbram possibilidade de recuperação costumam oferecer uma lucidez isenta de falsos moralismos, status sociais ou quaisquer futilidades e falsidades.
 


Somos uma sociedade que exclui pensar em morte e por não reconhecê-la somos levados pelas prioridades erradas, diz Ware.

"Não estamos preparados para isso. Ao enfrentar a inevitabilidade da morte com a aceitação honesta podemos mudar nossas prioridades. Antes que seja tarde demais."

sábado, 15 de setembro de 2012

Fóton

Sempre vi um fóton como a unidade básica da luz, uma excitação eletromagnética, com uma condição de existência ou não, ou seja, seu status permitiria apenas dois estados, o que daria para carregar uma única informação digital, um bit. Um bit é uma informação de sim ou não. O bit jamais admite uma terceira resposta como “meio” ou um “talvez”.

Isto posto, vamos ao que interessa:
Uma pesquisa realizada com a participação da brasileira Katiuscia Cassemiro conseguiu determinar que um único fóton pode assumir diferentes formas. Esta descoberta tem um impacto tremendo a longo prazo nas telecomunicações, pois permitirá codificar uma variedade considerável de informação em apenas um fóton. Este fóton não só poderia representar qualquer letra do alfabeto como números e outras informações, tudo isso fazendo parte da mesma tabela de possibilidades previamente estabelecida. A expansão de uso dentro do campo das comunicações se deve à descoberta da existência de complicados estados internos da luz, coisa que até então era ignorada.

 
Nem partícula, nem onda, é uma excitação eletromagnética
 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Destino: Búzios

Búzios ou Armação dos Búzios é uma cidade do norte do Rio de Janeiro situada em uma península entrecortada de pequenas enseadas com praias lindíssimas.




A Rua das Pedras é o destino certo à noite, é onde as coisas acontecem:

 

Durante o dia, as praias recebem os visitantes com diversas conveniências.
O cenário invariavelmente é belíssimo.






Azedinha



Colocada no cenário mundial simplesmente por Brigite Bardot a freqüentar nos anos sessenta, Búzios oferece todo tipo de diversão.


Praias com águas calmas ou agitadas. Geribá é a praia dos surfistas e da galera jovem, assim como a praia Brava. Em minha opinião são praias com poucos atrativos naturais, são como quaisquer praias abertas. As outras já são bem mais
interessantes.


Brigite Bardot




Azeda e Azedinha são belíssimas, mas de acesso mais complicado, pois não dá para deixar o carro perto. Se houver muita gente também perdem o encanto, pois são praias pequenas. É um ótimo local para mergulho. João Fernandes e João Fernandinho são excelentes também, já com acesso bem mais fácil. A praia da Ferradura fica em uma baía enorme e bem fechada o que a torna ideal para caiaque e esqui-aquático. No lado esquerdo existem bares com mesinhas na areia e pode-se fazer uma deliciosa massagem.


Ferradura



A praia da Tartaruga é a que tem as águas mais quentes e possui um local onde os peixinhos estão habituados aos mergulhadores de snorkel:


Pé de pato e máscara de mergulho são fundamentais. Uma roupa de neoprene é interessante para dar conforto térmico. Pode ser uma fininha de surfe mesmo!


 


O deslocamento entre a maior parte das praias pode ser feito por aqua-táxis. Existe uma tabela especificando os valores entre cada trecho. Custam entre R$ 5 e R$ 15 por pessoa. A maioria parte da praia dos Ossos e levam para Azeda, João Fernandes e Tartaruga. Há ainda as rotas Azeda x João Fernandes e Ossos x Centro.









O naturismo ou nudismo pode ser praticado na praia Olho do Boi com acesso pelo lado direito da Praia Brava, subindo o morro. Lá é proibido ficar vestido por mais de 5 minutos.







A notícia ruim é que a água normalmente é fria. Nesta região (Búzios, Cabo Frio e Arraial do Cabo) acontece o fenômeno da Ressurgência Antártica. Correntes submarinas que nascem nas proximidades da Antártica, atravessam o oceano e afloram no litoral da região, tornando as águas geladas, porém ricas em nutrientes, o que permite uma vida marinha rica e diversificada.

Outro ponto desagradável é a presença de flanelinhas em diversas praias, estes estabelecem o valor que você deve pagar, como se fossem donos da rua. Não caia nessa, diga que só pagará o valor que você achar justo, porém não abuse para não sofrer represálias como ter o carro riscado.

De Curitiba a Búzios costumamos levar 12 horas de carro, é bom ir de casa alugada ou aconselho a sair bem cedo sob o risco de chegar muito tarde para conseguir alugar uma. O camping existente não é interessante, pois fica muito distante das praias. A península tem muitos morros com mirantes e belos cenários. Todo tipo de programa é agradável. Restaurantes tendem a ser mais caros que em outros destinos, porém você achará de todo preço. Não é dos destinos mais baratos, mas é imperdível. É uma Bombinhas ao cubo!













Galeria na Rua das Pedras



















Uma boa opção de hospedagem: alugar uma casa em condomínio fechado com todos os confortos, piscina etc.

Relativamente barata e com segurança.






domingo, 19 de agosto de 2012

O olho humano e a evolução

O olho humano sempre foi motivo de controvérsia entre os defensores do design inteligente, leia-se criacionistas, e os defensores da teoria da evolução. Mesmo Charles Darwin balançou em sua teoria ao se deparar com a complexidade do nosso olho.
Como tecidos moles dificilmente deixam registros fósseis, não havia evidências que mostrassem uma progressão evolucionária do olho, ao contrário da análise dos esqueletos onde esta evolução é facilmente observada. Estudos recentes denotam que longe de o olho humano ser resultado de um projeto perfeitamente elaborado, ele exibe falhas que são como cicatrizes da sua origem evolutiva. A seleção natural não trabalha com um projeto, ela usa o material disponível o que pode deixar algumas coisas estranhas pelo caminho. O olho humano contém inúmeros defeitos que atestam sua teoria evolutiva. Apesar de ser uma maravilha, existem imperfeições que degradam a formação da imagem, veja:

1 Uma retina invertida, que força a luz a atravessar corpos celulares e fibras nervosas antes de atingir os fotorreceptores.

2 Vasos sanguíneos que se espalham pela superfície interna da retina, provocando sombras indesejadas.

3 Fibras nervosas que se juntam em abertura única na retina e viram o nervo óptico, criando um ponto cego.


Ampliações do olho humano.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Temos mais Terras por aí?

Foi descoberto o menor planeta extra-solar até agora. Com cerca de 8.400 km de diâmetro o UCF-1.01 tem dois terços do tamanho da Terra e fica bem próximo de sua estrela, o que faz sua superfície passar de 600°C na superfície. Ele está a 2,7 milhões de quilômetros de sua estrela (a Terra está a 150 milhões de quilômetros do sol). Este planeta se localiza na órbita da estrela anã-vermelha Gliese 436, situada relativamente perto de nós, a 33 anos-luz de distância.

Além de UCF-1.01, foram percebidos indícios de um outro planeta, apelidado UCF-1.02 orbitando a mesma estrela.

Uma visão possível do planeta

A detecção de planetas próximos às suas estrelas é mais fácil do que planetas nas zonas habitáveis, por perturbarem a estrela de forma mais perceptível, que é o método usado hoje.
A descoberta de um planeta com tamanho parecido com o da Terra estava sendo bastante aguardada.
O sistema parece promissor para abrigar vida e quem sabe algum dia possamos ir até lá.
A tecnologia atual só nos permite sonhar com velocidades elevadas o suficiente para viabilizar esta viagem, porém em teoria existem possibilidades. A velocidade necessária teria de ser relativística, o que faria os viajantes envelhecerem menos do que os que ficarem na terra. Isso é meio desconcertante não?
Mas provavelmente seria uma viagem só de ida, com fins de colonização.
Os otimistas estão afirmando que devemos ter bilhões de planetas habitáveis na nossa galáxia, a Via Láctea.

domingo, 12 de agosto de 2012

Destino: Ilhabela


A segunda maior ilha marítima do Brasil, com uma altitude média de quase 800 m e picos de mais de 1300 m é um paraíso que precisa ser desvendado, pois suas belezas às vezes não estão tão evidentes.

Quando se percorre a estrada que corta a ilha de norte a sul parece que nem sempre ela passa na costa, mas na verdade está sempre pertinho dela.

Dica: onde houver carros parados deve ter uma bela prainha esperando para ser descoberta por você.

Já fiz seis vezes a viagem de Curitiba à Ilhabela, três delas de moto e sempre foi muito divertido. Ilhabela fica no litoral norte de São Paulo. O nome oficial é Ilha de São Sebastião, sendo o município de Ilhabela.

Outra dica: Partindo do sul, se for no domingo, vale a pena ir pela cidade de São Paulo, já durante a semana é melhor ir pelo litoral. Logo adiante de Registro entre a direita para Peruíbe, siga a 101, passando por São Vicente, Santos e Cubatão. A Rio Santos é uma estrada belíssima, com excelente vista de praias maravilhosas, quase todas no município de São Sebastião. Desta cidade saem os ferry-boat para Ilhabela.

Na ilha preferimos ficar na praia do Curral, nesta existe o caro DPNY, excelente hotel na beira mar, mas normalmente alugamos uma casa ou ficamos no camping na praia ao lado, a Praia Grande. Ficar na vila (como chamam a cidade de Ilhabela) tem seus benefícios. Restaurantes, café-livraria e pequenas lojas são ótimos programas para o happy hour no início da noite. A visão dos veleiros e iates só embeleza a orla da capital da vela.
Vários nativos têm cabelo e olhos claros, frutos segundo dizem da descendência da tripulação de navio pirata que naufragou no entorno da ilha.

Naufrágios existem muitos, diversão certa para mergulhadores equipados. O snorkeling pode ser praticado em qualquer praia, as minhas preferidas são: Curral, Jabaquara, ilha das Cabras e Portinho. Nestes locais se vê muita vida marinha, belos corais e uma vegetação submarina de tirar o fôlego. A presença de arraias e tartarugas é comum, eu mesmo já vi diversas tartarugas em diversos lugares.


Feiticeira
Jabaquara

Uma estrada atravessa a ilha em direção leste até a praia de Castelhanos, mas é só para 4x4 ou moto. Atravessa uma espécie de cordilheira e no seu ponto mais alto (720 m) sentimos até o clima mudar, dá uma esfriada lá no topo! Agências na vila fazem o trajeto em jipes em cerca de 1h30 ao custo de R$ 70,00 por pessoa.

Se você for de moto trail e quiser radicalizar pode ir até Bonete no extremo sul, fiz a trilha uma vez com
meu amigo Herbert e mais dois paulistas. A trilha apresenta alguns desafios, é fundamental ir pelo menos em 2 para passar as motos de uma em uma, empurrando em algumas partes. Bonete é muito bonita, mas não entre com a moto na areia da praia, se não quiser um ataque de cachorros. O Herbert perdeu a máquina fotográfica no caminho de volta e perdemos as fotos da aventura.
A má notícia é que em Ilhabela há muitos borrachudos e o uso de repelente é fundamental, principalmente no início ou fim do dia.
Gostamos tanto de lá que acho que em 2013 iremos novamente.

 
A praia de Castelhanos foi eleita como uma das 10 mais bonitas do Brasil.



Julião

Ilha das Cabras




quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Informação, contra-informação e engodo

Possuir mais informações que os inimigos e se possível enganá-los são objetivos primordiais nos conflitos.
Na primeira guerra mundial já surgiam os falsos tanques como este abaixo:



Na segunda guerra mundial diversos países usaram engodos de todo tipo. A mais célebre foi a Operação Fortitude. Os aliados colocaram Patton, considerado pelos alemães como o melhor general inimigo, em uma cidade inglesa próxima ao passo de Calais para iludir que a invasão da Europa continental se daria por ali. Na ocasião do desembarque na Normandia, os aliados usaram tanques falsos, jipes e canhões infláveis, emitiram sinais de rádio e de simulação, através de alto-falantes de grande porte,  produzindo ruído como se fosse feito por movimentação de uma enorme divisão. Os espiões acreditando, passaram estas informações para a Alemanha afastando o foco do local onde realmente a invasão se daria.
Mesmo depois da invasão já consolidada na Normandia, Hitler continuou acreditando tratar-se de um movimento diversionário e manteve suas tropas no passo de Calais até que fosse tarde demais para reagir. O engodo deu certo.
Até antes disso aviões falsos foram espalhados em campos no interior da Inglaterra, levando os alemães a bombardear estes locais afastando-os dos verdadeiros campos de pouso.
Na guerra do deserto, na África, a tática também foi amplamente usada pelos ingleses que construíram uma cidade inteira falsa para confundir os bombardeiros alemães. Uma réplica noturna do porto de Tobruk, já que os ataques aconteciam principalmente à noite.

No teatro do pacífico, numa certa altura da guerra os norte-americanos não sabiam onde os japoneses iriam atacar. Tinham interceptado diversas comunicações de rádio denotando que um ataque era iminente e uma palavra código que dizia qual era o local aparecia sempre, mas os codinomes de lugares usados pelos nipônicos eram desconhecidos pelos norte-americanos, embora já tivessem decifrado a maneira dos japoneses codificarem as transmissões. Era fundamental que se soubesse onde iria acontecer o próximo ataque para armar uma emboscada, posicionando a frota de forma vantajosa. Surgiu a idéia de divulgar uma comunicação falsa de que o abastecimento de água estava crítico em Midway, um dos possíveis alvos, o que levou os japoneses a informar o fato ao seu comando por rádio, citando a mesma palavra código. Então ficou claro que o ataque se daria realmente em Midway. Com a frota americana posicionada os japoneses foram derrotados e o destino da guerra no pacífico mudou definitivamente.
 
Conta-se que um francês quando viu a cena abaixo comentou com um colega: “Eu jamais imaginei que os americanos fossem tão fortes!”




Parece que a técnica de atrair o fogo para o lugar errado continua em alta. Vejam só este tanque Russo e os demais equipamentos: