O
moto-contínuo ou moto-perpétuo seria uma máquina que geraria mais energia do
que consome, funcionando para sempre de forma autônoma. Essa sobra de energia poderia
ser usada para outras finalidades.
É relativamente comum se acreditar ter a receita para o moto-contínuo. Alguns já me contaram seu segredo e pediram sigilo absoluto. Não acredito que esteja traindo este pedido ao falar do assunto aqui, até porque esta quimera é uma das mais antigas da humanidade e foi sempre muito popular.
Como são já várias pessoas as quais tento convencer do absurdo sem sucesso, vou tentar com este post trazer um pouco mais de luz sobre o tema.
Desculpe meu amigo, mas não resisti.
O filme brasileiro Kenoma de 1996 retrata as frustradas tentativas de Jonas e Lineu na busca pelo tão almejado moto-perpétuo. Em um lugarejo do nordeste a luta pela conversão de um moinho em um moto-contínuo chega às raias da loucura.
Na idade média muita gente se dedicou a esta busca e Leonardo da Vinci já declarava sua impossibilidade.
Normalmente os projetos são de uma roda com pesos que se movimentam conforme a mesma vai girando, dando a falsa impressão que o movimento dos pesos acrescentaria uma força a mais que manteria o dispositivo rodando sem parar.
A falha na idéia está relacionada às leis da termodinâmica e de conservação de energia, nas quais a energia não pode ser criada, ela pode ser transformada, mas jamais criada a partir do nada.
A fusão e fissão nucleares convertem matéria em energia, respeitando a equação deduzida por Albert Einstein E=mc² (energia igual a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado). A matéria deixa de existir, é convertida em grandes quantidades de energia. O sol, os reatores nucleares e as bombas A e H geram energia descomunal desta forma. Já o moto-contínuo pressupõe a geração espontânea de energia, o que não é possível.
A obra de ficção de Isaac Asimov, Os Próprios Deuses, conta como Frederick Hallam encontrou um elemento químico impossível de existir no nosso universo, e dessa forma descobriu um universo paralelo. Essa descoberta permitiu a Hallam construir a “Bomba de Elétrons” que através da troca de matéria entre os dois universos gerava energia infinita para a Terra.
Voltando para a realidade, o que se propõe com a idéia da mítica máquina esbarra no fato de um dispositivo girante ter atrito e assim perder energia na forma de calor, mesmo que a energia mecânica não seja aproveitada.
Encontrei um sujeito que vende no Mercado Livre um dispositivo que economizaria combustível no carro da seguinte forma: a energia elétrica da bateria faz eletrólise separando o oxigênio do hidrogênio e este é injetado junto com a gasolina para a queima nos cilindros. Pois bem, a queima do hidrogênio gera água. Mas é a água que é novamente dividida pela energia da bateria, que é gerada pelo alternador, que por sua vez é girado pelo motor. Em suma um moto-contínuo físico-químico. Tentei sem sucesso argumentar com o vendedor, que segue vendendo o produto “milagroso”.
Já uma balela milionária é o Ron Scorpion, um carro superesportivo que faria o mesmo levando o carro a 300 km/h e fazendo 20 km/l. Essa é de matar, os espertos cobram 150 mil dólares para reservar o carro que ainda será fabricado. Só acredito vendo, mas duvido de qualquer sucesso. Aliás, tenho visto diversas vezes anúncios de lançamento futuro de carros que fariam mais de 25 km/l. E é sempre conversa fiada.
Tentar dissuadir as pessoas do intento de construir um moto-perpétuo, visando a que elas não desperdicem seu precioso tempo nesta idéia infrutífera pode ser questionável, uma vez que os inventores muitas vezes têm de fugir dos catedráticos e céticos para inovar, porém as leis da física não podem ser burladas.
É relativamente comum se acreditar ter a receita para o moto-contínuo. Alguns já me contaram seu segredo e pediram sigilo absoluto. Não acredito que esteja traindo este pedido ao falar do assunto aqui, até porque esta quimera é uma das mais antigas da humanidade e foi sempre muito popular.
Como são já várias pessoas as quais tento convencer do absurdo sem sucesso, vou tentar com este post trazer um pouco mais de luz sobre o tema.
Desculpe meu amigo, mas não resisti.
O filme brasileiro Kenoma de 1996 retrata as frustradas tentativas de Jonas e Lineu na busca pelo tão almejado moto-perpétuo. Em um lugarejo do nordeste a luta pela conversão de um moinho em um moto-contínuo chega às raias da loucura.
Na idade média muita gente se dedicou a esta busca e Leonardo da Vinci já declarava sua impossibilidade.
Normalmente os projetos são de uma roda com pesos que se movimentam conforme a mesma vai girando, dando a falsa impressão que o movimento dos pesos acrescentaria uma força a mais que manteria o dispositivo rodando sem parar.
A falha na idéia está relacionada às leis da termodinâmica e de conservação de energia, nas quais a energia não pode ser criada, ela pode ser transformada, mas jamais criada a partir do nada.
A fusão e fissão nucleares convertem matéria em energia, respeitando a equação deduzida por Albert Einstein E=mc² (energia igual a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado). A matéria deixa de existir, é convertida em grandes quantidades de energia. O sol, os reatores nucleares e as bombas A e H geram energia descomunal desta forma. Já o moto-contínuo pressupõe a geração espontânea de energia, o que não é possível.
A obra de ficção de Isaac Asimov, Os Próprios Deuses, conta como Frederick Hallam encontrou um elemento químico impossível de existir no nosso universo, e dessa forma descobriu um universo paralelo. Essa descoberta permitiu a Hallam construir a “Bomba de Elétrons” que através da troca de matéria entre os dois universos gerava energia infinita para a Terra.
Voltando para a realidade, o que se propõe com a idéia da mítica máquina esbarra no fato de um dispositivo girante ter atrito e assim perder energia na forma de calor, mesmo que a energia mecânica não seja aproveitada.
Encontrei um sujeito que vende no Mercado Livre um dispositivo que economizaria combustível no carro da seguinte forma: a energia elétrica da bateria faz eletrólise separando o oxigênio do hidrogênio e este é injetado junto com a gasolina para a queima nos cilindros. Pois bem, a queima do hidrogênio gera água. Mas é a água que é novamente dividida pela energia da bateria, que é gerada pelo alternador, que por sua vez é girado pelo motor. Em suma um moto-contínuo físico-químico. Tentei sem sucesso argumentar com o vendedor, que segue vendendo o produto “milagroso”.
Já uma balela milionária é o Ron Scorpion, um carro superesportivo que faria o mesmo levando o carro a 300 km/h e fazendo 20 km/l. Essa é de matar, os espertos cobram 150 mil dólares para reservar o carro que ainda será fabricado. Só acredito vendo, mas duvido de qualquer sucesso. Aliás, tenho visto diversas vezes anúncios de lançamento futuro de carros que fariam mais de 25 km/l. E é sempre conversa fiada.
Tentar dissuadir as pessoas do intento de construir um moto-perpétuo, visando a que elas não desperdicem seu precioso tempo nesta idéia infrutífera pode ser questionável, uma vez que os inventores muitas vezes têm de fugir dos catedráticos e céticos para inovar, porém as leis da física não podem ser burladas.
A máquina de Da Vinci
A do filme Kenoma






















