sexta-feira, 20 de julho de 2012

Bagdad Café

Noite deliciosa é no Bagdad Café. Estivemos ontem novamente para nossa alegria!
Nas quintas rola a Noite Árabe, onde mais de 10 dançarinas se apresentam com a dança do ventre e outras danças típicas. Por isso só vamos nas quintas.
O ambiente é agradável, íntimo, quase familiar, mas rola a sedução das dançarinas que sustentam o olhar de maneira provocativa enquanto rebolam os quadris de forma enlouquecedora.
A música árabe é exótica e frenética. Em pouco tempo entramos no embalo e saímos dançando em fila indiana pelo meio das mesas, todo mundo de mãos dadas, como se fossemos velhos amigos.  A mulherada adora e o teor machístico acaba sendo relativamente baixo.
O dono, Adnan, nos recebe sempre com um sorriso no rosto e faz a festa, é um show man. Aniversariante é festejado e rola champagne de cortesia para todo mundo.
No Bagdad nos sentimos importantes, pois somos tratados como reis ... quer dizer ... como sultões em um harém.

Reserve mesa com bastante antecedência, chegue em torno de 21h00, vá num grupo misto com mulheres e homens e divirta-se como ninguém. Não é lugar para paquera ou azaração, é um lugar para curtir com os amigos. Pode levar criança sem problemas, desde que não sejam muito pequenas.
É uma experiência única e inesquecível numa casa pequena e aconchegante que vale a pena conhecer e revisitar sempre que bate a saudade.

O Bagdad Café mudou, fica agora na Rua Padre Anchieta, 262 - Mercês - Curitiba/PR - (41)3336-2421.







Adnan: Não me importo muito com o dinheiro, o negócio é se divertir.

Ciência?

Eu adoro sebos. Conheço quase todos em minha cidade e em algumas outras por aí a fora.
Hoje com a internet e a estante virtual, confesso que tenho um pouco de preguiça de ir para a rua a procura de um bom livro. Mas nada substitui o prazer de encontrar aquele livro que se está procurando há tempos, ou ainda a descoberta de algum livro que fale sobre um assunto que me interessa. De certa forma sinto saudades dos tempos pré internet, dos sábados de manhã em que fazia minha peregrinação pelos sebos e livrarias do centro de Curitiba, aproveitando para tomar um café e descontrair.
As grandes livrarias estão tomando conta do mercado literário das grandes cidades e tenho a impressão de que estão ficando todas com a mesma cara, com o acervo da moda, de certa forma, com o lixo literário de leitura fácil. Sei que os títulos em português são limitados, perto do mercado em inglês ou espanhol. Mas ler nestas línguas não proporciona o mesmo prazer, embora seja um exercício para o domínio das mesmas.
Os sebos, ao contrário, são como seleções do que há de melhor, pois os donos geralmente só compram o que realmente tem valor, e acabamos encontrando verdadeiras relíquias por preços bem moderados.
Acho divertido o fato de que existe na maioria dos sebos uma estante ou seção chamada de Ciência. Você vai encontrar de tudo lá, menos ciência. Na verdade encontram-se nestes locais as pseudociências: ufologia, cristais, Atlântida e todo tipo de baboseira, nada com comprovação científica, que possa seriamente ser chamado de ciência.
Engraçado? Nem tanto, isso mostra que existe um interesse grande por esse tipo de, vamos dizer, ... leitura.
Este tipo de material normalmente é de péssima qualidade. Tive a pachorra de ler algumas páginas de diversas publicações deste tipo, encontrei muitas afirmações e “verdades” que não possuem o menor fundamento, são colocadas sem cerimônia ao gosto do autor.
O brasileiro Lourivaldo Peres Baçan, por exemplo, publicou mais de 900 livros e livretos, muitos como escritor fantasma, usando pseudônimos, até com o gênero trocado. Escreveu sobre os mais variados assuntos: romances, erotismo, palavras cruzadas, charadas, passatempos, literatura infantil, passatempos infantis, horóscopos, esoterismo, simpatias populares, rezas, orações, intenções, anjos, fadas, gnomos, elementais, amuletos, talismãs, estresse, manuais práticos, religião e livros de bolso com os mais diversos temas, além de letras para músicas.
Sem querer retirar dele o mérito de tal feito, imagine o conteúdo de algumas destas publicações chamadas de ciência.
Distinguir ciência verdadeira de imitação barata pode dar um pouco de trabalho, mas a realidade é muito mais interessante que a ficção.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

As relações humanas

Nas relações humanas, aos poucos escolhemos aquelas que se tornam permanentes. Existe então um momento a partir do qual é como se um elo se formasse no mais profundo de nosso interior que é forjado na forma de inquebrantável laço. Porque nesse afeto que sentimos existe compaixão, sem a qual o afeto é como o aço não temperado, que não é forte nem duradouro.
Passamos então a gostar do que esta pessoa gosta e a compartilhar com ela tudo aquilo que apreciamos.
E nada abala esta relação, nem as decepções, nem as diferenças, nem os inconvenientes que possam advir desta convivência.
Amizades fortes, mesmo que tenhamos perdido o contato por décadas, se renovam de súbito com o reencontro, de forma tão intensa como no passado.
Estas relações é que dão sentido à vida.
Dinheiro, conforto e sucesso são coisas ótimas, mas basear nossa vida neste tipo de coisa é um equívoco que pode ser percebido apenas às portas da morte, tornando nossas vidas um desperdício.
O amor que compartilhamos com alguém a quem elegemos para nossa parceria tem estas nuances. Um histórico de alegrias e tristezas passa a solidificar a relação. Os nossos erros, fraquezas e imperfeições são diluídos na aceitação pelo outro e nos sentimos gratos por isso assim como sentimos compaixão na situação recíproca.
O resto pode ser importante, mas não é essencial.
O problema todo é que muitas vezes não percebemos isso a não ser quando realizamos todos os “sonhos” em uma busca desenfreada, esquecendo durante a jornada de dedicarmos tempo, amor e sorrisos aos que nos são caros.

terça-feira, 10 de julho de 2012

O lado escuro da Lua e o balanceio

O lado oculto da Lua, também conhecido como o lado escuro da Lua, imortalizado pelo rock progressivo do Pink Floyd no delicioso álbum The Dark Side of the Moon (uma referência ao lado sombrio do homem), não é realmente escuro. Só de vez em quando.

Esta característica do nosso satélite natural não é uma coincidência cósmica, vamos falar de coincidências outra hora.
Mas afinal o que é esse lado oculto da Lua?
A resposta é que a Lua sempre mostra a mesma face para nós, então o outro lado, o que não vemos, é o lado oculto. Este é um fenômeno relativamente comum no Universo, deve-se às forças físicas envolvidas em um sistema unido gravitacionalmente e que possui marés. A Lua estabilizou-se assim, como diversos satélites naturais no sistema solar. Estes satélites apresentam sempre a mesma face voltada para os seus respectivos planetas, é a chamada órbita síncrona.
Até a missão soviética Luna 3 em 1959, desconhecíamos como era este outro lado. Devido ao pioneirismo os nomes russos ficaram comuns nas formações do lado escuro, como por exemplo, o Mare Moscoviense. Este lado se mostrou muito diferente do lado visível: as imagens mostraram um relevo totalmente diverso dos vastos mares do lado visível, o vulcanismo de basalto ficou restrito a poucos lugares e pequenas regiões no lado escuro da Lua, que tem a crosta dominada por regiões montanhosas. Um mundo totalmente diferente daquele que é visto da Terra.
Claro que a causa da assimetria entre o lado escuro e o lado visível é um interessante mistério científico.
Para os céticos de plantão que negam a ida do homem à Lua, o satélite LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) lançado em 2009 transmitiu imagens que mostram até os percursos das pegadas que o homem deixou por lá.




Lado oculto







A teoria de consenso entre a maioria dos pesquisadores é de que a Lua se formou a partir do impacto de um proto-planeta com a Terra e os fragmentos dessa pancada que entraram em órbita da Terra acabaram aglutinando-se e formando o nosso satélite. Acredita-se que nessa época a Terra girava 6 vezes mais rápido do que hoje, o que deixava o dia com apenas 4 horas. A Lua estava bem próxima da Terra e as marés eram gigantescas. O efeito das marés causa atrito das águas com o fundo do mar, este atrito gera calor. Então o efeito de causar calor, que acaba dissipado, freia o movimento de rotação da Terra. No início, este efeito era muito mais forte pela proximidade. Com o afastamento da Lua as marés diminuíram e o efeito também diminuiu, mas ainda assim o intervalo do dia terrestre está aumentando de aproximadamente 0,02 segundos por século.
Quando a Lua não era geologicamente morta, havia também marés por lá e estas marés acabaram freando a Lua até a rotação parar completamente (em relação à Terra). O afastamento da Lua se explica pela lei de conservação de energia, o momentum do sistema Terra-Lua tem de ser mantido.
O lado “escuro”, então, não é escuro de fato, ele só está oculto da nossa visão.
Na lua nova ele fica totalmente iluminado e somente na Lua cheia é que fica realmente escuro.

Ok, agora você poderia pensar que vemos aqui da Terra apenas 50% da superfície lunar. Mas na verdade vemos 59%, devido a um efeito chamado Libração. Este balanceio ocorre tanto em longitude como em latitude.
Existem três componentes na Libração lunar:
- A libração em longitude ocorre em função da excentricidade da órbita lunar, o que provoca flutuações de velocidade de translação e, por isso, podemos ver um pouco mais da superfície lunar a leste ou a oeste da posição intermediária.
- A libração em latitude ocorre em função do eixo de rotação da Lua não ser exatamente perpendicular ao eixo da órbita Terra-Lua, o que faz com que os dois polos se inclinem alternadamente para a Terra, possibilitando ver mais um pouco da superfície lunar em torno deles.
- A libração paraláctica se deve à mudança do ponto de observação ao longo do dia, em função do movimento de rotação da Terra (o deslocamento do nosso ponto de observação do nascer ao pôr do sol).
Estas 3 razões são responsáveis pela Libração Ótica.
Existe ainda uma Libração Física, muito pequena, resultante das oscilações da rotação da Lua (a Lua possui rotação considerando um referencial fora da Terra).


Simulação da Libração

Composição real da Libração

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Matéria Escura

Simulações em supercomputador, composto por milhares de CPUs e que levam meses para serem concluídas, sugerem que o Universo como está não é possível. Galáxias não se formariam, nem estrelas, muito menos planetas e nós também não deveríamos estar aqui.

No entanto aqui estamos observando tudo isso.
Para conseguir simular o Universo da forma como ele é, foi necessário um subterfúgio. Foi adicionada em tudo uma massa 5 vezes maior do que a visível. E “voila” tudo se ajustou perfeitamente como deveria ser. As simulações funcionaram certinho.
Então, foi inferido que deve existir algo invisível e que possui massa, mas que não interage com a matéria visível, interage apenas pela gravidade, que é a força mais fraca. Este “algo” foi batizado de Matéria Escura. A teoria é de que existem estas partículas invisíveis permeando todo o Universo. Incrível não? Na verdade é um xunxo tremendo para tapar o buraco do nosso desconhecimento sobre a questão.
Uma tentativa de detectar estas partículas foi feita em uma mina desativada a 800 metros de profundidade. Lá placas de germânio conservadas a temperaturas baixíssimas ficaram por um ano para detectar as partículas de matéria escura. A idéia era de diminuir a vibração natural do germânio, causada pelo calor, de forma que a estrutura cristalina ficasse praticamente sem vibração e a hora que alguma partícula batesse no germânio causaria uma vibração que seria detectável. Algumas poucas partículas foram detectadas. Mas se a teoria diz que trilhões destas partículas passam pelo nosso corpo sem interagir, por que apenas algumas apareceram? Justamente por elas não interagirem com a matéria. Mas se elas não interagem, como foi possível a detecção? Aparentemente a idéia do experimento é de que algumas poucas partículas interagiriam.
Pelo jeito deu certo, mas está tudo meio nebuloso!
Muita água ainda deve rolar até que este mistério seja solucionado, se é que vai ser algum dia!


domingo, 24 de junho de 2012

Nordeste:

Para quem mora no sul ou sudeste, o nordeste é uma espécie de Meca dos estressados. É muito comum o sonho de largar tudo e montar uma pousada no nordeste. Costumamos generalizar o nordeste como sendo uma coisa só, mais ou menos como a tendência de generalizar sobre os orientais, chamando a todos de japoneses. Tanto num caso como no outro é um absurdo e reflete nosso desconhecimento e “pré-conceito”. Mas existem semelhanças que não podem ser ignoradas.
Após algumas viagens ao nordeste, segue o resumo das decepções e das boas surpresas.
Como gosto muito de mergulho e não encontrei lugares interessantes para esta prática, ficou a decepção. Os famosos Parrachos de Maracajaú - RN e Maragogi - AL são bonitos de longe, mas ao mergulhar são entediantes, não tem nada lá. Fica muito atrás da região de Búzios - Arraial do Cabo ou Ilhabela. Outra decepção é a água turva. Não é em qualquer lugar que se encontra água com visibilidade além de 4 ou 5 metros. E quando se encontra, não há a diversidade de vida ou corais coloridos, geralmente são escuros e monótonos. Diversos lugares que visitamos possuem uma falsa água clara, ou seja, parece clara à distância, tem cor de água clara, mas a visibilidade para mergulho deixa a desejar.
Por outro lado a temperatura da água é perfeita, as praias são gostosas e não queremos mais sair. A praia da Pipa - RN, Porto de Galinhas - PE e Taipús de Fora - BA são especialmente deliciosas.
Fique longe da praia do Francês próximo de Maceió. Som alto de péssimo gosto, vendedores de comida e de todo tipo de bagulho que você fica o tempo todo dizendo Não obrigado! Não obrigado! Um inferno, você fica querendo matar o guia que teve a idéia imbecil de te levar num lugar desses.

Praia da Pipa - RN

Taipus de Fora - BA

Morro de São Paulo - BA

O preparo para receber turistas é muito superior ao encontrado no resto do Brasil, consegue-se muito mais, pagando muito menos, mesmo considerando aéreo junto. Fiquei muito impressionado com a qualidade das pousadas em Canoa Quebrada - CE e o lugar nem merece tanto.
Outro destaque no Nordeste é a culinária com excelentes restaurantes. Vamos aos prediletos:
L’ô em Fortaleza, Domingos em Porto de Galinhas, Bistrô Boulange em João Pessoa, Barraca de praia (fechada com vidros) na Pajuçara em Maceió, Farofa d’água em Natal etc. Comer lagosta e camarões gigantescos não te deixa com um furo no bolso, logo é impossível não aproveitar e voltar com uns quilos a mais. E estamos falando de cozinha internacional, francesa ou contemporânea, nada destes bichos na casca, o que para mim é uma heresia culinária.

 Lô em Fortaleza

 Domingos em Porto de Galinhas

 Bistrô Boulange em João Pessoa

Lagosta e risoto do Lô

Apesar de as praias extensas serem típicas, o relevo é bem menos monótono do que eu imaginava e isso foi uma boa surpresa. Em Natal em particular existem muitos lugares encantadores, dunas e diversões de todo tipo, buggy, esquibunda, aerobunda etc.
Sem esquecer da vida noturna que tem lá os seus agitos, por cada capital que passamos. Outro ponto digno de nota é o povo, hospitaleiro e acolhedor.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ivy e o fim da humanidade

Lá pelo fim dos anos 80 e início dos 90, quando eu estava terminando meu curso de engenharia eletrônica, estudamos os processadores, cujo representante mais poderoso era o 486. Um processador de computador inicialmente era construído com válvulas e posteriormente com o advento do transistor, surgiu a idéia de colocar vários transistores em uma mesma pastilha de Silício (hoje chamada de Die). Um transistor, em informática funciona como uma chave, que diz se é sim ou não, ou ainda se é zero ou um. Esta informação simplória é a base da álgebra booleana que foi e é o pilar da computação. Pois bem, o 486 era um processador da Intel que tinha 1,2 milhão de transistores em 1,2 cm² de Silício. Poderosíssimo para a época, já fazia maravilhas e eu me perguntava quando chegaríamos a um bilhão de transistores por Die. A Lei de Moore (Gordon Moore era presidente da Intel em 1965 quando a “promulgou”) deixava claro que um dia isso iria acontecer. A lei de Moore profetizou que o número de transistores em uma pastilha de Silício (integração) dobraria a cada 2 anos. De todas as profecias que esse mundo já viu, esta foi uma que realmente funcionou ao pé da letra.

O computador que tenho em casa, comprado há uns dois anos, é um I-5, o mesmo possui um processador com mais de 700 milhões de transistores. Este processador de 4 núcleos é da primeira geração, em seguida saiu o de 2ª geração (Sandy Bridge) que chegou a 995 milhões de transistores (por pouco!) e agora com a 3ª geração finalmente rompemos a barreira de um bilhão com o Ivy Bridge, que já pulou para 1,4 bilhão de transistores em uma pastilha de 1,6 cm². Essa escala de integração é de quase 1 bilhão de transistores por cm² e só foi alcançada com o uso de litografia em 22 nanômetros.



Ivy Bridge

Esta evolução nos processadores me lembra da velha questão: As máquinas substituirão o homem algum dia? Sem dúvida nenhuma! De certa forma isso já acontece. Eu trabalho com máquinas que diminuem em muito a participação do ser humano no trabalho. E a cada inovação elas precisam de menor quantidade de pessoas. Passamos a fazer atividades mais nobres, como projetar, construir, manter e operar estas máquinas que executam efetivamente o trabalho. Mas chegará o dia em que outras máquinas também farão isso? Tudo aponta para uma resposta positiva. Aparentemente estamos criando o monstro que irá nos devorar. Parece-me (e eu estou longe de estar sozinho nesta idéia) que a única maneira de perseverar a longo prazo é nos mesclarmos com as máquinas.
Esta idéia, que a princípio pode parecer repugnante e bizarra, tem as suas virtudes.
A miniaturização dos dispositivos já permite fazer alguma coisa, como uma visão rudimentar para os cegos, exoesqueletos simplórios, peças mecânicas substituindo ossos através de implantes etc. Extrapolando esta idéia, o céu é o limite!
Imagine ter um banco de dados inesgotável em sua cabeça. Acesso imediato a qualquer informação on line, sem uso de qualquer dispositivo externo. Algoritmos para processar uma imensidão de dados da forma que quisermos. Comunicação sem celular (quase telepática). Realidade aumentada, que é um conceito em que informações são disponibilizadas conforme você se move e conforme suas preferências: promoções em lojas ou restaurantes pelos quais você passa; informações sobre conhecidos que estão nas proximidades ou pessoas com os mesmos gostos pessoais e até pessoas disponíveis para relacionamento ou para uma rapidinha, tudo isso aparecendo sobreposto ao cenário, como uma tela translúcida.
Isso é uma visão bem limitada do que virá e mesmo assim é uma vantagem competitiva da qual ninguém iria querer ficar de fora.
E se esse tipo de coisa se tornar indesejável basta desligar tudo com um comando mental. Seremos ainda senhores da situação, obviamente.


No futuro, provavelmente seremos muito máquinas, mas ainda muito humanos. Desejaremos com certeza preservar a condição humana, porém seremos muito mais eficientes. E não pense que estes implantes serão muito invasivos, eles o serão tanto quanto o desejarmos ou permitirmos que o sejam. Provavelmente nos sentiremos tão confortáveis com eles, como nos sentimos com um automóvel, um smartphone ou um tablet.
As decisões serão muito mais coerentes e teremos muito poder.
Em um futuro muito distante é difícil prever a que ponto chegaria essa integração.
Não iremos lamentar este tipo de coisa, desejaremos avidamente!