Acordei assustado. A mulher já vestida para levar a filhota ao colégio e eu na dúvida, ruminei por uns 10 segundos: vou ou não caminhar com ela?
Me visto rápido, coisa de homem, que não sabe o que é maquiagem ou roupa combinando.
Em 4 minutos estou com a chave do carro descendo e a mulher se enrolando na cozinha.
No trajeto, garoa fina e a saudade da cama.
Deixamos a preciosa na escola e vamos caminhar na praça. Tem assistência para terceira idade e o pessoal da prefeitura todo atencioso com as velhinhas. Meia dúzia de esportistas somando tranquilamente quatrocentos anos ou mais.
Começamos a caminhada no ritmo da digníssima, que parece o de um taxista aloprado e já em 20 minutos estou suando e a perna doendo, mas não posso demonstrar fraqueza, afinal o macho é dominante, o sexo forte, o elemento que conduz.
Quando estou maquinando alguma desculpa para dar uma parada sem manchar minha honra, o velhinho, que deve ser uns 30 anos a mais de rodagem, e que começou a andar junto conosco, começa a correr. É o fim da picada, agora não posso parar mesmo! Começo a ter palpitação, a patroa olha desconfiada e eu disfarço, olhando as árvores e comentando sobre a beleza da santa no alto do campanário.
Mas quando é que isso vai acabar?
A danada cada vez mais determinada e eu contando as voltas para me distrair, a perna já começa a tremer descontrolada.
Quando finalmente ela diminui o ritmo, tenho medo de parar de repente e ter uma síncope. Vou parando aos poucos, disfarçando minha falta de ar, faço de conta que quero continuar, mas sem muita determinação. Vai que ela resolve fazer isso mesmo?
Agora vou ficar a semana inteira com as pernas duras e ela nem desconfia que podia ter ficado viúva. Na próxima vez fico dormindo. Homem não precisa de caminhada, isso é coisa de mulherzinha.
25 graus sul de latitude. Informações Técnicas, Tecnologia, Espaço, Viagens, Guerras, Ficção Científica e Rock Clássico.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Stephen E. Ambrose:
Este autor deixou um legado de excelentes livros históricos, principalmente sobre a 2ª guerra mundial. O consagrado livro Band of Brothers foi posteriormente filmado para uma minissérie de televisão dividida em 10 episódios, co-produzida por Tom Hanks e Steven Spielberg. A minissérie foi lançada pela HBO e também pode ser encontrada em boas locadoras (5 DVD’s). A produção custou US$ 125 milhões e demorou 9 meses. É um trabalho magnífico, de sensibilidade absoluta em meio à Segunda Guerra Mundial. Trata da história da Companhia E (Easy Company) do 506º Regimento de Infantaria Pára-quedista do Exército Americano, 101ª Divisão Aerotransportada em sua campanha na Segunda Guerra Mundial.
OBS: Uma nova série dos produtores de Band of Brothers (Steven Spielberg e Tom Hanks), chamada O Pacífico, deve estar pronta em breve. A nova série será focada no Teatro de Operações do Pacífico. O projeto deve ser finalizado ainda este ano.
O dia D é um livro de mais de 700 páginas que junto com Soldados Cidadãos forma uma bilogia do autor, retratando a atuação dos aliados no teatro de guerra europeu. Não são livros sobre generais, são livros sobre gente comum, pessoas, soldados, que viveram experiências extremamente perturbadoras e intensas. Ambos são trabalhos de demorada pesquisa do autor e refletem as emoções dos envolvidos, pois os mesmos assumem a palavra ao longo dos livros e Stephen soube concatenar magistralmente estas experiências com o desenrolar dos fatos e a progressão do dia D até a queda da Alemanha.
É sem dúvida um dos melhores autores que trata da segunda guerra mundial. Imperdível para quem aprecia o assunto. Infelizmente Stephen era fumante e morreu de câncer de pulmão em 2002.
OBS: Uma nova série dos produtores de Band of Brothers (Steven Spielberg e Tom Hanks), chamada O Pacífico, deve estar pronta em breve. A nova série será focada no Teatro de Operações do Pacífico. O projeto deve ser finalizado ainda este ano.
O dia D é um livro de mais de 700 páginas que junto com Soldados Cidadãos forma uma bilogia do autor, retratando a atuação dos aliados no teatro de guerra europeu. Não são livros sobre generais, são livros sobre gente comum, pessoas, soldados, que viveram experiências extremamente perturbadoras e intensas. Ambos são trabalhos de demorada pesquisa do autor e refletem as emoções dos envolvidos, pois os mesmos assumem a palavra ao longo dos livros e Stephen soube concatenar magistralmente estas experiências com o desenrolar dos fatos e a progressão do dia D até a queda da Alemanha.
É sem dúvida um dos melhores autores que trata da segunda guerra mundial. Imperdível para quem aprecia o assunto. Infelizmente Stephen era fumante e morreu de câncer de pulmão em 2002.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Blind Faith:
Eu gosto dos clássicos do rock, principalmente das grandes baladas, com longos solos de guitarra ou de outro instrumento qualquer, geralmente encontrados em discos gravados ao vivo. Obviamente que existem excelentes álbuns de estúdio também. Minhas preferidas são músicas com mais de oito minutos, chegando tranquilamente aos quinze, sem entediar em nada, muito pelo contrário. Um exemplo que me vem à cabeça é a música Double Trouble do Eric Clapton no álbum Just One Night de 1980, uma maravilha o álbum todo. E foi justamente pesquisando a longa discografia deste grande guitarrista que encontrei um trabalho pouco conhecido no Brasil, trata-se de um grupo formado pelo próprio Eric Clapton (vocais e guitarra), Ginger Baker (bateria), Steve Winwood (vocal e teclado) e Ric Grech (baixo e violão). O grupo só gravou um álbum em 1969, com o mesmo nome da banda: Blind Faith. Na capa do álbum uma adolescente de seios de fora segura uma nave espacial que mais parece um símbolo fálico, obviamente motivo de mitos e controvérsias na imprensa da época. Na versão para os EUA a capa foi proibida e aparece uma foto da banda. Posteriormente foi lançada uma versão estendida, sendo essa a minha preferida. Na primeira versão era apenas um bolachão, já na segunda, dois discos tendo 5 músicas com mais de 12 minutos cada uma, sendo que uma delas passa de 16 minutos. O resultado é fantástico e uma boa surpresa para quem não conhece, vale a pena conferir. Reza a lenda que o pessoal só queria se divertir tocando junto, porém o sucesso foi tanto que eles resolveram acabar com o grupo, pois a agenda da banda estava dando muito trabalho, é mole?
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Ensaio sobre a cegueira.
É sempre uma boa surpresa assistir um filme sem esperar grande coisa e encontrar uma narrativa interessante. Bom, qualquer coisa fora do padrão norte-americano comum, para mim, já merece um pouco de atenção. Outro dia vi o Ensaio sobre a cegueira, uma produção Brasil /Japão/Canadá em cima do livro do escritor português José Saramago, com trilha sonora do Uatki, grupo brasileiro que fabrica seus próprios instrumentos. O filme é notável pela proposta da história e a trilha sonora é simplesmente maravilhosa. Para quem gostou do já consagrado Oficina Instrumental de 81, se não me engano, vai adorar a trilha sonora do filme, principalmente a música Dança dos hexagramas.
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